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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

A razão populista

Segue uma resenha de um livre bem interessante e que desmistifica o rótulo "populista" que muitas vezes (a maioria deles, na verdade) é usado de forma oportunista para criticar políticas de cunho populares. Já afirmei que o conceito foi difundido no Brasil por sociólogos de "esquerda", mas que serviu como luva para a turma da "massa, porém cheirosa". Quem tiver oportunidade, leia o livro. Laclau, Ernesto. 2005. La Razón Populista. Buenos Aires y México: FCE, 312 pp. La reciente publicación del libro La razón populista del teórico social argentino Ernesto Laclau ha ocurrido en paralelo con la aparición de su versión inglesa On Populist Reason (2005, London: Verso). Este es un privilegio pocas veces gozado por lectores de habla hispana acostumbrados a recibir tardíamente traducciones. Se trata también de una oportuna publicación que aporta una manera alternativa de comprender la formación de identidades colectivas populares en un momento en que la teorización…

A Itália e o mito do BC independente

Por Paulo Moreira Leite
Abertas as urnas italianas, nossos sábios do comentário político poderiam explicar por que imaginavam que Mário Monti, o interventor do BC Europeu que governou o país com um programa de austeridade, poderia ter mais do que uma parcela irrisória dos votos. Explica-se essa ilusão por uma ideologia – o mito, tão conveniente a quem fica longe do sacrifício, de que o sofrimento de grandes parcelas da população é o caminho inevitável para tirar um país da crise. A ideia era que, mesmo a contragosto, a população acabaria concordando em apertar os cintos, comprometer o futuro das novas gerações – e ainda bater palmas. Com isso, um tecnocrata sem votos teria chance pelo menos de ser uma voz auxiliar no futuro dos italianos. A razão dos mercados, assim, teria apoio nas urnas. Não deu. De uma forma ou de outra, 9 entre 10 italianos repudiaram o programa econômico imposto ao país pelo Banco Central Europeu, hoje instrumento do governo alemão para definir os rumos do Velho Mun…

Cuba: 50 verdades que ocultará Yoani Sánchez

La famosa opositora está realizando una gira mundial de 80 días en cerca de doce países del mundo para hablar de Cuba. Pero no lo dirá todo…
1. El Artículo 1705 de la Ley Torricelli de 1992, adoptada por el Congreso estadounidense, estipula que “Estados Unidos brindará asistencia a organizaciones no gubernamentales apropiadas, para apoyar a individuos y organizaciones que promuevan un cambio democrático no violento en Cuba”. 2. EL Artículo 109 de la Ley Helms-Burton de 1996, aprobada por el Congreso, confirma esta política: “El Presidente [de Estados Unidos] está autorizado a proporcionar asistencia y ofrecer todo tipo de apoyo a individuos y organizaciones no gubernamentales independientes para apoyar los esfuerzos con vistas a construir la democracia en Cuba”. 3. La agencia española EFE habla de “opositores pagados por Estados Unidos” en Cuba. 4. Según la agencia británica Reuters, “el gobierno estadounidense proporciona abiertamente apoyo financiero federal para las actividades de los …

A "gastança" pública

Por João Sicsú, na revista CartaCapital:
Em 2009, o PSDB soltou uma nota em que afirmava: “o Palácio do Planalto promove uma gastança…”. Em qualquer dicionário, gastança significa excesso de gastos, desperdício. A afirmação feita na nota somente tem utilidade midiática, mas não é útil para a produção de análises e discussões sérias em torno da temática das finanças públicas brasileiras. A dívida pública deixada para o presidente Lula era superior a 60% do PIB. O déficit público nominal era de 4,4% do PIB. Esses são os números referentes a dezembro de 2002, o último mês de Fernando Henrique Cardoso na presidência.
De forma ideal, a administração das contas públicas deve sempre buscar a redução de dívidas e déficits. Deve-se buscar contas públicas mais sólidas. A motivação para a busca desta solidez não está no campo da moral, da ética, da religião ou do saber popular que diz “não se deve gastar mais do que se ganha”. A motivação está no aprendizado da Economia. Aprendemos que o orçamento é…

Cia Vale do Rio Doce descumpre decisão judicial sobre impactos em comunidades quilombolas

Por Daniele Silveira, da Radioagência NP
Acordo foi firmado na Justiça Federal após comprovação de problemas no licenciamento ambiental e execução da duplicação da Estrada de Ferro Carajás A mineradora Vale, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Cultural Palmares estão desobedecendo uma decisão da Justiça. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a empresa e as instituições não estão cumprindo as medidas estabelecidas em um acordo feito na Justiça em função de problemas no licenciamento ambiental e execução da duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC). Diante da situação, o MPF pediu o cumprimento imediato do acordo, que foi realizado após uma ação civil pública movida pelo órgão. Na ação, o MPF pediu a revisão do estudo ambiental da obra, que estava impactando as comunidades quilombolas de Santa Rosa dos Pretos e Monge Belos, na região de Itapecuru (MA).

Renan Calheiros e os barões da mídia

Editorial do jornal Brasil de Fato
Recentemente o senador Renan Calheiros (PMDB/AL), presidente do Senado, escreveu um artigo na Folha de S.Paulo para tranquilizar os barões da mídia. Comprometeu-se em trabalhar para impedir um novo marco regulatório que reorganize o modelo de comunicações vigente no país. Agressivo e desrespeitoso com governos dos países andinos, que ousaram criar leis que democratizam as comunicações, o senador alagoano escreveu: “Outro passo relevante é a defesa do nosso modelo democrático, a fim de impedir a ameaça à liberdade de expressão, como vem ocorrendo em alguns países. O chamado inverno andino não ultrapassará nossas fronteiras. (...) A liberdade de expressão é um dos nossos direitos mais preciosos. Temos que nos inspirar, sim, nas brisas de uma primavera democrática e criar uma barreira contra os calafrios provocados pelo inverno andino. Vamos criar uma trincheira sólida, se preciso legal, a fim de barrar a passagem desses ares gélidos e soturnos”.

Sobre o desenvolvimento chinês

Por José Luís Fiori
Qual foi o ponto de partida político do “milagre econômico” chinês, a que se refere insistentemente Deng Xiaoping? Para os chineses, o desenvolvimento capitalista é apenas um instrumento a mais de defesa de sua civilização milenar, contra os sucessivos cercos e invasões dos “povos bárbaros”. “Sou leigo no campo da economia. Fiz alguns comentários a respeito do assunto, mas todos de um ponto de vista político. Por exemplo, propus uma política de abertura econômica chinesa para o mundo exterior, mas, quanto aos detalhes ou especificidades de sua implementação, sei muito pouco de fato.” Deng Xiaoping, cit. In H. Kissinger, Sobre a China, Ed Objetiva, RJ, 2011, p: 331 A história não se repete, nem pode ser transformada em receita. Mas ela pode ensinar os que desejam aprender, como se fosse um velho e bom professor. Haja vista, o caso do extraordinário desenvolvimento econômico chinês das últimas décadas. A explicação dos economistas costuma sublinhar a importância demiúrg…

"Lincoln" dá aula de política

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:
No Brasil, país onde a atividade parlamentar tem sido sufocada por um debate de tom moralista, o filme "Lincoln", de Steven Spielberg, equivale a uma aula magna sobre o tema. Debruçado na luta parlamentar do mais importante presidente dos Estados Unidos para aprovar a emenda constitucional que aboliu a escravidão, Spielberg não tem receio de mostrar a política como ela é – com seus ideais e suas ambições, compromissos sociais e visões diversas, mas também com seu jogo de bastidores, a troca de favores e benefícios que permitiram um avanço que mudou a história americana e abriu novas perspectivas de prosperidade mundialmente. O filme não idealiza um momento épico com frases de efeito e lições pedantes. Pelo contrário. Ajuda a recordar que os homens travam seu combate político a partir de condições dadas. As condições reais da luta política nos EUA daquele período não tinham nada de um convento de freiras carmelitas. Para quem acredita que a …

O triste papel de Eduardo Suplicy

Por Altamiro Borges
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) construiu a sua trajetória política na luta em defesa da democracia e dos direitos humanos. No ano passado, por exemplo, ele se destacou ao apoiar a luta dos moradores do Pinheirinho, expulsos pela tropa de choque de Geraldo Alckmin. Não dá para esconder seus méritos. Mas também não dá para amenizar seus defeitos, que são muitos e já lhe renderam alguns apelidos jocosos. Na semana passada, ele ganhou os holofotes da mídia por ser o cicerone da dissidente cubana Yoani Sánchez. Com ou sem intenção, Eduardo Suplicy montou um palanque para a direita nativa atacar a revolução cubana – que ela sempre odiou - e a política externa dos governos Lula e Dilma. Na visita de Yoani Sánchez ao Congresso Nacional, o senador petista desfilou ao lado de tucanos, demos e até do fascista Jair Bolsonaro – todos “democratas” convictos! Na entrevista ao Estadão, ele ouviu as arrogantes críticas da cubana – similares às do governo dos EUA - à postura do Ita…

O livro leva ao ridículo a nossa burguesia arrivista

Por Alfredo Bósio
Cotia, 23 de fevereiro de 2012 Caro Mino Carta, [Captatio benevolentiae pela demora destas linhas. Passado infelizmente um tempo turvado por longo pós-operatório, dispus daquelas horas de leitura, intervalo feliz entre os cuidados de que é feito o cotidiano. Foi só então que pude ler os originais do seu livro.] Balanço de uma vida, diz o bilhete com que me chegou este retrato agônico da vida pública brasileira. Nascido em 1936, fui contemporâneo dos sucessos narrados. Mas, lido este Brasil, vejo pessoas e acontecimentos à luz de outro olhar. Mais intenso, quase ofuscante, não raro cruel. No começo da leitura pareceu-me que a ferinidade vinha de uma visada mais aguda e ácida que a do comum dos mortais. Mas não, não era só isso. Era a própria realidade que se revelava na sua crueza. Crueza cruel, com o perdão do pleonasmo. Retratar o nosso homo politicus é lidar com o nauseante: que galeria de patifes talvez superada apenas pela dos jornalistas! Aqui o narrador pôs o dedo …

Dilma enterra Ley de Medios. Às ruas!

Por Altamiro Borges
Na quarta-feira passada (20), o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, confirmou o que todo mundo já desconfiava: a presidenta Dilma descartou de vez a possibilidade de o seu governo apresentar uma proposta de regulação democrática dos meios de comunicação. A Ley de Medios, como foi batizada na Argentina, foi enterrada no Brasil, um dos países mais atrasados do mundo neste debate estratégico. A notícia decepcionante foi postada primeiramente pelo sítio Tela Viva News: “Alvarez descartou a hipótese de que a reforma do marco legal das comunicações saia na forma de uma Lei Geral das Comunicações Eletrônicas, como o era previsto no anteprojeto de lei elaborado pelo ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins. Segundo Alvarez, que fez a abertura do Seminário Política de (Tele) comunicações, em Brasília, a questão, ‘com a qualidade e a profundidade que ela merece, necessitaria de uns dois ou trê…

Por que a nossa tevê é tão ruim?

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
E é anunciada a segunda temporada do seriado escandinavo The Bridge. Os ingleses ficam felizes. A série passa na tevê britânica com legendas. O fato: Bridge pegou. Saga, a detetive sueca, cabelos loiros sempre soltos, uma cicatriz no lábio que a torna ainda mais atraente, já rivaliza com Sarah Lund, de The Killing, outra série escandinava de sucesso internacional. Antes que eu fale sobre a história, a pergunta essencial: por que no Brasil não fazemos nada que preste na televisão? Por que somos humilhados em qualidade até pela Escandinávia com seus recursos limitados? Tenho minha tese: a estética da novela massacra a criatividade. Filmes e séries no Brasil têm uma semelhança irritante com as novelas da Globo. Mesmos atores, mesmos diretores, mesma limitação, mesma falta de surpresa e inovação. O florescimento do cinema e da tv na Escandinávia está conectado ao grupo Dogma, um conjunto de cineastas iconoclastas e brilhantes entre os quais…

Governo da China admite que país pode ter "vilas do câncer"

Por Renata Giraldi*, Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Ministério do Meio Ambiente da China reconheceu, pela primeira vez, que elevados níveis de poluição podem estar relacionados à incidência de casos de câncer em algumas localidades do país. Há quatro anos, foi publicado na imprensa local um mapa que identificava essas regiões, chamadas “vilas do câncer”. O reconhecimento está em um relatório do ministério, que é divulgado no momento em que as autoridades chinesas discutem os problemas causados pela poluição e pelo lixo industrial. Alguns veículos de comunicação da China divulgaram relatos e dados que mostram que, nas últimas décadas, aumentou a incidência de câncer em vilarejos perto de fábricas e rios poluídos. No relatório, o Ministério do Meio Ambiente também menciona que as indústrias chinesas podem estar usando substâncias químicas proibidas em países desenvolvidos, por serem consideradas nocivas à saúde humana. De acordo com dados não oficiais, a poluição aumentou com a rápi…

Petrobras shale plant faces environmental lawsuit

Rio de Janeiro—There are strong indications that emissions from a Petrobras bituminous shale plant in Southern Brazil have affected the health of the local population, said a scientist behind a study into the plant’s environmental impacts.
“It is probable that there is a relation between the emissions of the plant and the health of the population,” said Professor Helvio Rech, a doctor in sciences and professor at the Federal University of Pampa, in a telephone interview with Platts on February 7. Rech produced one of two reports for state prosecutors looking into emissions at the SIX plant Petrobras owns in Sao Mateus do Sul in Parana state and their impact on local health. Prosecutors in Sao Mateus do Sul said February 6 they had launched a civil action to require Petrobras to pay indemnity for damages to the environment and public health, and have asked for the plant to be closed. Petrobras said on February 6 that it had not yet been cited in the action and that it operated within legal…

Entrevista de Miguel Ángel Bastenier à Carta Capital

Por Ricardo Viel, de Madri
“Dos presidentes latinos, só Evo é revolucionário” O único presidente latino revolucionário é Evo Molares. Rafael Correa é um reformista à europeia. Hugo Chávez é caótico e seu governo, incompetente. A Argentina jamais aceitaria estar subordinada ao Brasil como potência; por isso as duas nações deveriam se unir ao México para buscar um equilíbrio na liderança regional. As opiniões são do jornalista e professor espanhol especializado em América Latina Miguel Ángel Bastenier, definido por Gabriel García Márquez o “bruto inteligente”. Dá para perceber. O jornalista Miguel Ángel Bastenier, definido por Gabriel Garcia Márquez como “o bruto inteligente”. Foto: Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano A brutalidade a qual se refere o amigo colombiano está, sobretudo, em sua maneira de falar e defender posições. Costuma dizer que diferentemente dos latino-americanos, os espanhóis não dão mil voltas para dizer as coisas. Para ele, isso tam…

Os grupos que desestabilizaram Bento 16

Por Gilberto Nascimento, no blog Viomundo:
O cardeal alemão Joseph Ratzinger chegou a ser chamado de “rotweiller do papa”, nos anos 1980 e 1990. Era, então, o todo poderoso prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga Santa Inquisição. Eminência parda de João Paulo II – a quem sucedeu, em abril de 2005, Ratzinger defendeu ferozmente a restauração do poder episcopal, a volta à ortodoxia. Combateu a Teologia da Libertação e ajudou a dizimar a Igreja identificada com a opção preferencial pelos pobres, a partir do Concílio Vaticano II (1962-1965), principalmente na América Latina. Ratzinger foi o algoz do brasileiro Leonardo Boff, seu ex-aluno. Calou o teólogo franciscano com o “silêncio obsequioso”, em 1985. No comando da Santa Sé, já como o papa Bento XVI, cercou-se de cardeais conservadores, fortalecendo uma linha de ação delineada no pontificado de João Paulo II. Deu poder a movimentos católicos de inspiração autoritária e ultraconservadora. Incrustados na Cúria Romana, esses g…

La Dolce Vita de Yoani Sánchez em Cuba

Por Salim Lamrani*, do Opera Mundi
Ao ler o blog da dissidente cubana Yoani Sánchez, é inevitável sentir empatia por esta jovem mulher, que expressa abertamente sua oposição ao governo de Havana. Descreve cenas cotidianas de privações e de penúrias de todo tipo. “Uma dessas cenas recorrentes é a de perseguir os alimentos e outros produtos básicos em meio ao desabastecimento crônico de nossos mercados”, escreve em seu blog Generación Y. De fato, a imagem que Yoani Sánchez apresenta dela mesma – uma mulher com aspecto frágil que luta contra o poder estatal e contra as dificuldades de ordem material – está muito longe da realidade. Com efeito, a dissidente cubana dispõe de um padrão de vida que quase nenhum outro cubano da ilha pode se permitir ter. Mais de 6 mil dólares de renda A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, decidiu nomeá-la vice-presidente regional de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação p…

Um projeto energético popular

40 perguntas para Yoani Sánchez

Por Salim Lamrani, no sítio Opera Mundi:
1. Quem organiza e financia sua turnê mundial? 2. Em agosto de 2002, depois de se casar com o cidadão alemão chamado Karl G., abandonou Cuba, “uma imensa prisão com muros ideológicos”, para imigrar para a Suíça, uma das nações mais ricas do mundo. Contrariamente a qualquer expectativa, em 2004, decidiu voltar a Cuba, “barco furado prestes a afundar”, onde “seres das sombras, que como vampiros se alimentam de nossa alegria humana, nos introduzem o medo através do golpe, da ameaça, da chantagem”, onde “os bolsos se esvaziavam, a frustração crescia e o medo se estabelecia”. Que razões motivaram esta escolha? 3. Segundo os arquivos dos serviços diplomáticos cubanos de Berna, Suíça, e de serviços migratórios da ilha, você pediu para voltar a Cuba por dificuldades econômicas com as quais se deparou na Suíça. É verdade? 4. Como pôde se casar com Karl G. se já estava casada com seu atual marido Reinaldo Escobar? 5. Ainda é seu objetivo estabelecer um “capit…

Yoani Sánchez se recusa a assinar declaração contra o bloqueio dos EUA

José Agustoni, segue a íntegra do documento entregue à Yoani:
"Eu, Yoani Sánchez, declaro que sou contra o bloqueio econômico imposto à Cuba pelos EUA, e exijo a sua a sua imediata suspensão, em conformidade com as resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas. Como cidadã cubana, também exijo do presidente Barack Obama a libertação dos cinco heróis cubanos detidos naquele país. Feira de Santana, 18 de fevereiro de 2013."

Judiciário sem freio

Por Maurício Dias da Carta Capital
O esforço do Supremo Tribunal Federal para impor à Câmara dos Deputados a decisão final sobre a cassação dos parlamentares condenados na Ação 470, o chamado “mensalão” petista, é a causa mais aguda e temerária daquilo que os acadêmicos costumam chamar de “judicialização da política”. Se essa questão gerou uma crise institucional entre o Judiciário e o Legislativo, contida e ainda não resolvida, ela promove também um avanço da intromissão pessoal dos magistrados em causas menores em outras instituições, em iniciativas controvertidas, para dizer o mínimo, como a que é patrocinada agora por Luiz Fux. O peso da toga de ministro do STF causou grande constrangimento na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro, para onde ele telefonou e falou com os atuais e com os ex-dirigentes da entidade. Pediu a inclusão do nome da filha dele, Marianna, uma jovem advogada de 31 anos, na lista a ser feita pela OAB para preencher vaga de desembargador, no T…

Registros revelam ligação de empresários e embaixada com o regime militar em SP

Por Vasconcelo Quadros
Um conjunto de livros de registro de presenças encontrado na sede de um dos centros de repressão em São Paulo revela a estreita relação entre empresários e a embaixada americana com a ditadura militar brasileira. As anotações à mão mostram que o empresário Geraldo Rezende de Matos, que se apresentava como representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e o ex-cônsul dos Estados Unidos na capital paulista, Claris Rowley Halliwell, participavam assiduamente de reuniões com agentes da repressão. A Comissão Estadual da Verdade encontrou entre os documentos do antigo Departamento Estadual de Ordem Polícia e Social (Deops) - que funcionava no Largo General Osório, região central de São Paulo e um dos centros de prisão e tortura de presos políticos - pelo menos oito livros com anotações à caneta listando personagens que se reuniam no local. Divulgação Lista será apresentava na Comissão Estadual da Verdade, nesta segunda-feira, na Alesp Nele figuram…

Economia solidária e cooperativismo no Rio Grande do Sul

Por Marco Antonio L., do IHU Unisinos
"Muita gente pequena em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas mudarão a face da Terra". Entrevista com Lourdes Dill "Nós, hoje, no Projeto Esperança/Cooesperança, atuamos em 34 municípios. No território da cidadania são mais de 5 mil famílias beneficiadas, em um universo de mais de 23 mil pessoas e 260 grupos organizados trabalhando em forma de feira", afirma a nova integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul. Desde o dia 22 de janeiro, a religiosa e coordenadora do projeto Esperança/Cooesperança de Santa Maria, Irmã Lourdes Dill integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul, conhecido como “Conselhão”. O grupo é formado por 90 representantes da sociedade civil que dialogam com o governo do Estado sobre os mais variados temas. São escolhidos conselheiros, conforme os critérios estabelecidos pelo Palácio Piratini, pessoas de ilibada conduta e reconheci…

Resenha: Dulce Maria Cardoso - Os meus sentimentos

CARDOSO, Dulce Maria. Os meus sentimentos. Editora Tinta da China, 372 páginas. Autor da resenha: Johnny Gonçalves Este romance foi para mim uma descoberta surpreendente, um caleidoscópio irretocável de palavras, um meticuloso quebra-cabeças erigido com os mais delicados fragmentos da sensibilidade humana. A autora, que é portuguesa e passou a infância na capital angolana, possui estilo literário bem peculiar. As sentenças são curtas, separadas por vírgulas, não há ponto final, parágrafo ou maiúsculas. Os sentimentos se despejam incontidos, acumulam como um líquido amargo que penetra devagar no corpo, um bitter que vai direto ao sangue e inebria o leitor. “Os meus sentimentos”, aqui, podem ser compreendidos em seu sentido literal, mas também representam a expressão de pesar, de condolências, que igualmente se utiliza em Portugal. O texto de Dulce Maria Cardoso faz lembrar – de leve - o de seu conterrâneo José Saramago, porém ela nos oferece uma dose aterradora de lirismo e crueza. Sua ef…

As aldeias ecológicas na Argentina

O texto abaixo reflete um movimento espontâneo, natural, de desistência pacifica do modo de vida moderno, de cansaço em relação à sociedade de consumo e o excesso de competição.
Tenho muita esperança em relação a este movimento pacifico, esta é uma das alternativas ao neoliberalismo que tanto se discute aqui no blog (Envolverde). Quando da discussão aqui no blog do direito de se educar os filhos em casa, me posicionei a favor deste direito orientado pelo mesmo cansaço, alguns não entenderam, acham que somos obrigados a permanecer nesta sociedade devido a um “acordo” que se traduz em lei. (Rodolfo Machado) Por Marcela Valente Mudar-se para uma ecoaldeia “não se trata de voltar à época do garrote, mas de recuperar a capacidade de tomar as próprias decisões”. Quase despercebidos, assentamentos sustentáveis que integram vida comunitária e preservação dos recursos naturais se multiplicam na Argentina como alternativa ao consumismo desenfreado. Laboratórios de vida em estreito contato com a nat…

O apagão moral da grande imprensa

Por Rodolpho Motta Lima, no sítio Direto da Redação
Já mencionei aqui uma frase que acompanhava os brasileiros na década de 60, proferida por Juracy Magalhães, político baiano, ao assumir o posto de embaixador junto aos Estados Unidos: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. Ela foi dita poucos meses antes do golpe militar que instaurou a ditadura entre nós - fruto de um acerto entre gorilas de plantão e os homens da CIA - e quase vinte anos depois de um outro baiano, o então senador Otávio Mangabeira, quando da vinda ao Brasil do general americano Eisenhower, ter-se ajoelhado contrito, beijando, como bom colonizado, as mãos daquele que seria depois Presidente da República nos EUA. Essa postura de submissão , um desejo não revelado de, quem sabe, trocar todas as estrelas de nossa bandeira por uma única estrela na bandeira estadunidense, revela-se com frequência quase doentia na exaltação permanente que nossas elites fazem das virtudes dos americanos, passando, não raro…

O enlatado que a grande mídia vai servir aos brasileiros nos próximos dias

Vale a pena ver.
Nós próximos dias uma blogueira cubana visitará o Brasil a convite do Instituto Millenium, a meca da direita que reúne os barões da mídia e o que há de pior no jornalismo brasileiro.  Sem dúvidas que os jornalões irão se deliciar. Ela terá tratamento privilegiado na grande mídia dos marinhos, civitas, etc... Tentarão "vendê-la" como uma grande intelectual e a principal líder oposicionista de Cuba. Aliás,  em Cuba ela é uma ilustre desconhecida. Para não cair no conto da sereia, vale a pena ler os artigos do jornalista Altamiro Borges, que deixa as claras quem realmente é essa figura, capacha do que há de mais reacionário dentre os cubanos de Miami e da imprensa monopolista e golpista. PorAltamiro Borges A mídia colonizada já está fazendo um baita carnaval com a visita ao Brasil da blogueira cubana Yoani Sánchez. Em pleno feriadão, ela foi destaque em entrevistas na Folha e no Estadão. O Globo também já publicou várias matérias sobre “a principal dissidente do re…

54 museus virtuais para você visitar

Empresa paga 14º salário para funcionário que lê um livro por mês

Por Larissa Coldibeli, Do UOL
Uma empresa com sede em Cáceres (MT) encontrou uma forma de aumentar as vendas, ampliar o conhecimento dos funcionários sobre o negócio e melhorar o relacionamento entre eles com a criação de um programa de leitura. Para incentivar a participação, a rede de concessionárias Cometa paga um 14º salário no fim do ano para quem ler um livro por mês, desde que a unidade do empregado bata as metas de vendas e administrativas. O principal objetivo do programa "Cometa Leitura" é o desenvolvimento profissional, por isso, é comum que líderes recomendem leituras para desenvolver certas habilidades nos funcionários e vice-versa. "Alguns colaboradores comentam o quanto cresceram depois que passaram a ler com frequência, dizem que o relacionamento em casa melhorou e até voltaram a estudar", diz Cristinei Melo, presidente do Grupo Cometa. Segundo Melo, na área de vendas, é possível perceber a relação entre o nível de leitura e a quantidade de vendas. Já n…

Brasil quer lançar satélite com foguete nacional até 2021

Por Karine Melo, Agência Brasil
Brasília – Assistir à televisão, conferir a previsão do tempo, falar ao telefone e até receber alertas por causa de chuva são atividades comuns que se tornaram possíveis graças aos satélites. Os três últimos colocados em órbita pelo Brasil - chamados Cbers, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, do inglês China-Brazil Earth-Resources Satellite - foram lançados de base chinesa. No ano em que o acidente na Base de Alcântara completa 10 anos, o país divulga o seu quarto programa espacial. O  desafio é lançar até 2021 um satélite desenvolvido no Brasil, acoplado a um foguete nacional, a partir de um centro de lançamento próprio.

Habermas e Ratzinger: O cisma do século XXI

Da Redação da Folha de São Paulo (caderno mais, 24 de abril de 2005)
Reunidos na Academia Católica da Baviera, em Munique, e sob o impacto da Guerra do Iraque, o pensador Jürgen Habermas e o cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, analisam a nova ordem política e cultural do Ocidente. Em 19 de janeiro de 2004, um inusitado debate reuniu, de um lado, um dos pensadores mais influentes da atualidade e, de outro, um teólogo de peso, que, pouco mais de um ano depois, se tornaria o sucessor de João Paulo II. O encontro do filósofo Jürgen Habermas e do cardeal Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI, ocorreu na Academia Católica da Baviera, em Munique, no qual se discutiram "as bases pré-políticas e morais do Estado democrático". Saudado como o confronto entre o filósofo da "iluminação" e o cardeal do dogmatismo, a discussão também tratou de temas como a complementaridade e a oposição entre razão e fé, a crítica ao capitalismo globalizado, a necessidade de uma base mor…

EUA foram contrários aos programas espaciais do Brasil

Por Marco Antonio L. do blog Democracia & Política
“No final dos anos 80 e na década de 90, a crescente e forte pressão do exterior, especialmente dos EUA, contra projetos espaciais do Centro Técnico Aeroespacial (DCTA/FAB) era fato concreto, claro, documentado. Os Estados Unidos, por diversos meios, já haviam explicitado, escrito, assinado e carimbado que não aprovavam o desenvolvimento espacial brasileiro quanto a foguetes de sondagem científicos e a lançadores de satélites. Documentos formais do Departamento de Estado daquele país isso claramente manifestavam. Até mesmo, aqueles que nos foram enviados justificando como “razões de Segurança Nacional” (sic) deles as suas negações aos pedidos do CTA de importação de rudimentares e inofensivos componentes de uso comum, “de prateleira”, que o CTA pretendia aplicar em produto espacial. Quando esses e outros itens embargados eram conseguidos pelo CTA correta e oficialmente, em outros países, alguns políticos brasileiros da base do gover…

A Igreja e a reinvenção do ocidente

Por Mauro Santayana
Ao surpreender o mundo – menos alguns íntimos de sua fadiga – com a renúncia ao papado, Bento 16 revela a grande crise por que passa a Igreja Católica. Quando Gregório XII renunciou, em 1415, seu gesto unificou a instituição, então dividida sob três pontífices desde 1378. Ângelo Correr percebeu, com acuidade, que ele serviria melhor à sua própria posteridade ao servir à unidade da Igreja, e abandonar o trono papal. Ele não era O Papa, mas a terceira parte de um poder que, dividido, enfraquecia-se cada vez mais diante do mundo e, o que é pior, diante da História. Os dois anos de vida que lhe sobraram – morreu em 1417 – lhe devem  ter assegurado esse consolo. Ele tinha 90 anos ao renunciar – uma idade difícil de atingir naquela véspera do Renascimento – mas deu a seu gesto o claro caráter político, ao negociá-lo com o adversário mais forte, e influir na escolha – unânime, do sucessor, Martinho V – da poderosa família Colonna. Não alegou cansaço, mas, sim, responsabilid…

Bento XVI: Crise e exaustão conservadora

Por Saul Leblon, no Blog das Frases
Dinheiro, poder e sabotagens. Corrupção, espionagem, escândalos sexuais. A presença ostensiva desses ingredientes de filme B no noticiário do Vaticano ganhou notável regularidade nos últimos tempos. A frequência e a intensidade anunciavam algo nem sempre inteligível ao mundo exterior: o acirramento da disputa sucessória de Bento XVI nos bastidores da Santa Sé. Desta vez, mais que nunca, a fumaça que anunciará o 'habemus papam' refletirá o desfecho de uma fritura política de vida ou morte entre grupos radicais de direita na alta burocracia católica. Mais que as razões de saúde, existiriam razões de Estado que teriam levado Bento XVI a anunciar a renúncia de seu papado, nesta 2ª feira. A verdade é que a direita formada pelos grupos 'Opus Dei' (de forte presença em fileiras do tucanato paulista, tendo o governador Geraldo Alckmin, como destaque), 'Legionários' e 'Comunhão e Libertação' (este último ligado ao berlusconismo) já…

Ambiente de fim de pontificado e um Papa sem mão na Cúria (15/4/2012)

Um bom artigo que ajuda a entender a renúncia do Papa, além dos comentários superficiais dos analistas de plantão.
ANTÓNIO MARUJO No Vaticano, em Novembro de 2010 AFP ALBERTO PIZZOLI Papa não controla a Cúria, cartas falam de corrupção e Bento XVI preocupa-se com eventuais cismas. No Vaticano, os últimos meses adensaram o ambiente de fim de pontificado. (Texto publicado na edição de 15 de Abril de 2012) A Cúria Romana tornou-se um monstro ingovernável que o próprio Papa, de perfil sobretudo intelectual e acadêmico, já não consegue controlar. No Vaticano, nas vésperas do sétimo aniversário da eleição de Bento XVI, parece viver-se já um ambiente de final de pontificado, semelhante ao que caracterizou a última década de João Paulo II. O diagnóstico é feito por responsáveis do Vaticano ouvidos pelo PÚBLICO e resulta de diferentes episódios dos últimos meses, onde não faltaram acusações de lutas pelo poder e a divulgação de cartas dirigidas ao Papa a denunciar corrupção. Também há quem relativize…

O crime da privatização dos presídios

Por Marcelo Semer, no blog Sem Juízo
Já faz tempo o Brasil tem constatado um enorme crescimento de sua população carcerária, a quarta no mundo. Desde a vigência da Lei dos Crimes Hediondos, o número de presos praticamente dobrou no país e vem se expandindo com a última legislação de entorpecentes. O aumento expressivo desta massa carcerária em nada diminuiu os índices da criminalidade, mas agora pode representar um negócio altamente lucrativo para alguns, o encarceramento privado. Vendido como o padrão inglês, de grande eficiência e alta tecnologia, a penitenciária mineira de Ribeirão das Neves inaugura este equívoco institucional. O Estado não vai deixar de pagar para custear os presos. Os empresários é que vão passar a ganhar com as prisões, em valor por condenado –um estímulo e tanto para que elas continuem sempre crescendo. Trocaremos, enfim, salários por lucros.

A cobertura do apagão nos EUA pela mídia brasileira

Por Flavio Santos Monteiro
Olha como o PIG (Partido da Imprensa Golpista) trata apagão nos Estados Unidos. Para o Globo, apagão nos EUA é panes de energia. Cerca de 700 mil residências e comércios estão sem energia no Nordeste dos EUA. Mais de 160 mil pessoas ficaram sem luz em Massachusetts, quase 200 mil em Rhode Island e 34 mil em Connecticut. Se fosse no Brasil, a imprensa brasileira chamaria de apagão. Mas lá na terra de Tio Sam apagão é panes de energia. Dói quando rio. Segue notícia publicada no jornal “O Globo”, cujo título da matéria é: "Forte nevasca nos EUA deixa pelo menos sete mortos e causa panes de energia" O GLOBO COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS NOVA YORK – A nevasca que pode se tornar a maior da Costa Leste dos EUA nos últimos cem anos chegou com força na região, deixando pelo menos sete pessoas, quatro nos Estados Unidos e outras três no Canadá. Cerca de 700 mil residências e comércios sofrem com a falta de energia. Mais de 160 mil pessoas ficaram sem luz em Massach…

Petrobrás desmente o PIG Ingles e Local

Por Paulo Henrique Amorim A Petrobras contesta com veemência artigo de autoria de Nick Butler (leia aqui a tradução do texto), publicado na última quinta-feira (07/02), em seu blog, no site do Financial Times. Ao contrário do que diz o autor, a Petrobras não enfrenta problemas de caixa, cujo saldo ultrapassa, atualmente, R$ 40 bilhões, e reafirma que não tem atrasado pagamentos nem tem dívidas com seus fornecedores, prestadores de serviços e FIDCs. Os pagamentos dos compromissos assumidos pela empresa são realizados de acordo com os prazos estabelecidos contratualmente. A Petrobras esclarece, ainda, que as empresas contratadas apresentam, eventualmente, pleitos de pagamentos adicionais, que não podem ser classificados como dívida da empresa. Esses pleitos são submetidos à avaliação técnica por uma comissão constituída para este fim, bem como a uma avaliação jurídica. Concluído esse processo, que é conduzido rigorosamente de acordo com os contratos e a legislação vigente, a negociação é …

Por uma mídia que ouse ser ética

Por Mariana Martins, no Observatório do Direito à Comunicação:
Mais uma vez o que me motiva a sair da inércia para escrever é a nossa mídia, aquela mesma de sempre, ávida pelo lucro e cheia de vaidades. A mídia não é um ser inanimado, ela é feita de pessoas. A mídia é feita, principalmente, de jornalistas que devem receber uma formação para saber, antes de tudo, o que é notícia e o que é espetacularização. Jornalistas que devem sempre optar pela notícia. É uma pena que, em todas as tragédias, nós tenhamos péssimos exemplos da nossa imprensa. As coberturas são traumáticas. A grande maioria tenta logo de saída fazer das tragédias grandes espetáculos. Procuram por parentes, procuram por vítimas, procuram por testemunhas. Pessoas que, por tão intensamente envolvidas, podem não querer colocar mais uma vez o dedo na ferida. Pessoas que estão tendo que prestar depoimentos na polícia e assim por diante. (Esse tipo de fonte deve ser usada com muita cautela e parcimônia; eu diria que em doses hom…