Por Saul Leblon , na Carta Maior É preciso evitar que a agenda da crise paralise e ensombreça o Brasil. Quem adverte são economistas simpáticos ao governo, preocupados com a prostração em que se encontra o debate do desenvolvimento. Seriam eles os últimos a subestimar o teor sistêmico da desordem internacional, cuja implosão, na verdade, previram e advertiram. Mais que isso. Atuam para mitigar seus efeitos no país. São ouvidos e consultados pelo governo na implantação de contrapesos estratégicos. Baixar as taxa de juros, reduzir o superávit primário e corrigir o câmbio, por exemplo. No limite, se necessário, adequar a meta de inflação. O fundamental é assegurar a travessia do colapso mundial sem trazer a crise para dentro do Brasil, como anseia o conservadorismo. A agenda mercadista mal disfarça esse propósito. Com os meios generosos a sua disposição, difunde a fatalidade cinza em cada esquina. A ênfase sobressaltada atende a interesses de bolso, ideologia e palanqu...