Pular para o conteúdo principal

Obra de Paulo Freire é disponibilizada em acervo digital

Por Daniele Silveira
Pensador brasileiro colocou a educação como espaço e caminho para a transformação social
Com caráter público e de livre acesso, o Centro de Referência Paulo Freire disponibiliza textos, entrevistas, vídeos e imagens do educador. Todo o material compartilhado tem o objetivo de preservar e divulgar a memória do pensador brasileiro que colocou a educação como espaço e caminho para a transformação social.
O Centro ainda fornece em sua página na internet artigos e livros que podem ser baixados gratuitamente. No acervo há também publicações de diferentes autores que referenciam direta ou indiretamente o pensamento freiriano, como teses, monografias, poesias, programas radiofônicos, homenagens e depoimentos.
Em 1996, Paulo Freire concedeu entrevista ao Diário de Pernambuco sobre os avanços tecnológicos.O educador afirmou que a falta de investimento dos governos brasileiros em educação desabilitava o país frente aos desafios apresentados.
No entanto, Freire destacou que a sua avaliação não se centrava em uma análise de capacitação técnica e científica.
“A minha preocupação é muito política. A visão política da própria revolução tecnológica é o que me move, mas o que é preciso deixar bem claro é que não é mais possível perder tempo sem seriamente investir na educação do povo brasileiro.”
Paulo Freire nasceu em Recife (PE) em 1921. Foi reconhecido internacionalmente, ao propor ideias e práticas que resultaram no que hoje conhecemos como “educação popular”.
Freire defendia um processo de aprendizagem e construção do conhecimento a partir da reflexão sobre a própria realidade do educando. Entre suas principais obras está Pedagogia do oprimido, publicada em 1970, que foi traduzida para mais de 40 idiomas.Paulo Freire faleceu em São Paulo em 1997.
Para acessar o acervo:  http://acervo.paulofreire.org/xmlui

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Noam Chomsky: “As pessoas já não acreditam nos fatos”

Prestes a fazer 90 anos, acaba de abandonar o MIT. Ali revolucionou a linguística moderna e se transformou na consciência crítica dos EUA. Visitamos o grande intelectual em seu novo destino, no Arizona Por JAN MARTÍNEZ AHRENS Noam Chomsky (Filadélfia, 1928) superou faz tempo as barreiras da  vaidade. Não fala de sua vida privada, não usa celular e em um tempo onde abunda o líquido e até o gasoso, ele representa o sólido. Foi detido por opor-se à Guerra do Vietnã, figurou na lista negra de Richard Nixon, apoiou a publicação dos Papéis do Pentágono e denunciou a guerra suja de Ronald Reagan. Ao longo de 60 anos, não há luta que ele não tenha travado. Defende tanto a causa curda como o combate à mudança climática. Tanto aparece em uma manifestação do Occupy Movement como apoia os imigrantes sem documentos. Preparado para o ataque.Mergulhado na agitação permanente, o jovem que nos anos cinquenta deslumbrou o mundo com a gramática gerativa e seus universais, longe de descansar sobre as glóri…

25 anos sem Chico Mendes

Por Felipe Milanez Morto em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes deixou um legado de intensa disputa política e é fonte de inspiração para movimentos sociais pelo mundo Chico Mendes queria viver para salvar a Amazônia Foto de Chico Mendes em sua casa, poucos meses antes de morrer. Na sua última entrevista, concedida a Edilson Martins, ele dizia que queria viver para salvar a Amazônia, pois sabia que a impunidade era o lugar comum das mortes na região Na noite de 22 de dezembro de 1988, uma semana após completar 44 anos de idade, Chico Mendes foi alvejado por um tiro de escopeta no peito, na porta de sua casa, em Xapuri, Acre, enquanto saía para tomar banho (o banheiro era externo). No interior da casa, os dois guarda costas responsáveis por cuidar da sua segurança, da polícia militar, jogavam dominó e fugiram correndo ao escutar o disparo. A tocaia foi armada pelo fazendeiro Darly Alves e executada por seu filho, Darcy, junto de um outro pistoleiro. A versão que se tornou oficial da morte…

Britânicos querem reestatizar empresas

Jornal GGN - Mais de 70% são favoráveis a nacionalização de água, eletricidade e ferrovias; centro de pesquisa desenvolve estudos para reestatização a custo zero. 

O Reino Unido foi considerado a Meca das privatizações nos anos 80, mas em 2018, os britânicos querem de volta o controle estatal de serviços essenciais. Segundo levantamento feito no Reino Unido, 83% são a favor da nacionalização do serviços de abastecimento e tratamento de água; 77% de eletricidade e gás e 76% a favor da nacionalização das linhas de transporte ferroviário. O "Estado mínimo" se mostrou uma bomba-relógio social. A reestatização de todas essas empresas, incluindo a Thames Water, responsável pelo abastecimento na Grande Londres, custaria ao governo do Reino Unido algo em torno de 170 bilhões de libras. Mas um trabalho desenvolvido pela Big Innovation Centre cria um modelo de contrato onde a Grã-Bretanha conseguiria retomar o controle das empresas sem gastar um centavo. Isso seria possível com uma no…