segunda-feira, 6 de maio de 2013

Formação sobre o preço da luz reúne 750 pessoas em MG

Por MAB
Organizações do estado de Minas Gerais realizaram, nos dias 4 e 5 de maio, em Belo Horizonte, a primeira Formação de Formadores Estadual para articular o plebiscito popular com o objetivo de baixar o preço da luz e ICMS no estado. O evento contou com a presença de 750 militantes que vieram de todas as regiões do estado, representando cerca 80 organizações do campo e da cidade.
O objetivo da mobilização foi reafirmar a importância de discutir junto à população o preço da tarifa energética no estado, “Minas paga um dos maiores preços de energia e ICMS do Brasil, e mesmo assim os serviços oferecidos pela Cemig são de péssima qualidade, queremos uma energia barata para os trabalhadores e que esta seja de qualidade”, afirmou Soniamara, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Durante o encontro, as organizações colocaram a atual conjuntura em que vive os estado, e constatando que a forma de governar não beneficia os trabalhadores. “Todos nós temos um alto custo de vida em virtude dos desmandos do governo do PSDB no estado, e este plebiscito possibilitará fazermos um amplo debate com a população, alertando principalmente que este governo de direita não leva em conta os interesses do povo ao não querer a renovação das concessões do setor elétrico e cobrar um imposto tão caro”, resaltou Soniamara.
As organizações saíram da formação com a tarefa de realizarem grandes debates como o que aconteceu nesses dois dias, com o objetivo de alcançar nas regiões o maior número de pessoas para somarem a votação do plebiscito.
Plebiscito Popular
O Plebiscito Popular para baixar o preço da luz e ICMS em Minas Gerais acontecerá de 19 a 27 de outubro de 2013. O estado paga a maior tarifa do Brasil, com lucro de R$ 4,2 bilhões referentes a 2012, e ainda aprovou um aumento de 4,99% na conta de luz das residências para 2013.
A Cemig possui ainda o maior índice de acidentes de trabalho em todo país, o que causa a morte de oito trabalhadores por ano, a maior parte deles trabalhadores terceirizados.
Grande parte do lucro arrecadado pela empresa vai para o bolso de acionistas estrangeiros, hoje, os verdadeiros donos da CEMIG. Imposto na conta de energia, onde o ICMS é o principal, serve como moeda de troca do governo com as grandes empresas, estas receberam em 2010 R$ 9 bilhões em isenção de imposto e descontos, e a população é quem paga a conta. “Se todo este dinheiro que ficaram com as grandes empresas fossem investidos na questão social, poderíamos dobrar o valor investido na educação e na saúde”. Conclui Soniamara.
CEMIG
Atualmente, a empresa detém cerca de 25% do mercado livre de energia, comercializando 19.738.116 MWh com 315 clientes dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Goiás. Isso faz da Cemig a maior comercializadora de energia elétrica para clientes finais do Brasil.
Os dados mostram que 77% dos consumidores da Cemig esperam uma média de 14,32 horas para o religamento da energia quando surgem problemas na rede elétrica.

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