sexta-feira, 19 de abril de 2013

Agora, Capriles aceita recontar apenas 46% das urnas.

Por Paulo Henrique Amorim
O Tribunal Superior Eleitoral da Venezuela aceitou recontar 100%.
Como se sabe, no Brasil, em 1982, a Globo, o SNI e as forças políticas da treva, em torno de Wellington Moreira Franco – hoje e sempre Ministro ! – tentaram tomar uma eleição do Brizola para Governador do Rio na hora em que os votos eram somados no computador.
Foi a primeira vez em que se usou computador no Brasil.
E, então, como hoje e amanhã, é possível fraudar uma eleição que dependa, apenas, de uma urna eletrônica.
Desde então, Brizola exigiu o papelzinho.
O Congresso votou o papelzinho, o Presidente Lula sancionou, mas a imparcial Dra Sandra Cureau, que acaba de ser preterida na lista dos Procuradores pelos próprios Procuradores, conseguiu restabelecer a eleição sem papelzinho.
A propósito do post “aqui o Cerra a teria dado o Golpe”, o Conversa Afiada recebeu e-mail do Maneschy, que foi assessor de imprensa do Brizola e, desde aí, acompanha o Golpe da Urna Eletrônica:
Paulo Henrique, perfeita a análise sobre a recontagem na Venezuela. Parabéns!
Para sua informação: o Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da USP, em São Carlos (SP), fez um fórum ontem reunindo professores e alunos, também da área política, para discutir a questão da impressão do voto eletrônico no Brasil – que o Supremo, a pedido da impoluta Sandra Cureau (do MPF), decidiu suspender: pela lei do Brizola Neto e do Flávio Dino, aprovada no Congresso e sancionada pelo Lula, nas eleições do ano que vem o Brasil teria o voto impresso nas suas urnas eletrônicas.
Única maneira de conferir se o resultado eletrônico está certo.
Pois ao final do seminário o pessoal decidiu enviar petição à Ministra Carmen Lúcia, presidente do TSE, e ao deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), que está relatando a questão na CCJ da Câmara, um projeto originado nos corredores do Senado para acabar de vez com a impressão do voto.
Isto é importante porque o professor Mário Gazziro, organizador do seminário, homem da área de informática que estudou a sério a questão, soma-se a outros especialistas em informática brasileira que clamam aos sete ventos que a nossa urna é insegura, ultrapassada e é um absurdo que continue sendo usada. Hoje, nenhum país do mundo que tenha informatizado a eleição usa máquinas como as brasileiras, inauditáveis, inconferíveis.
Enfim, o assunto é grande e mais detalhes do seminário podem ser encontrados na página do PDT – www.pdt.org.br

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