Pular para o conteúdo principal

Postagens

Há 200 anos: José Artigas e a luta pela terra e liberdade

Escrito por Mário Maestri Quarta, 02 de Novembro de 2011 O nascimento de José Gervasio Artigas Arnal, terceiro de seis filhos, foi registrado em Montevidéu, em 19 de junho de 1764, por seus pais, descendentes dos fundadores da vila e proprietários de algumas terras no interior. José Artigas viveu sua infância em Montevidéu e na chácara paterna, junto ao arroio Carrasco, estudando as primeiras letras com os franciscanos. Aos doze anos, partiu para a campanha onde, em terras familiares, viveu entre os gaúchos, como gaúcho. Aos dezesseis anos participava de partidas de changadoras e de contrabandistas, que vendiam ilegalmente gados e couros nos territórios lusitanos. Por esses anos, teria vivido com os charruas, com toldo, mulher e filho. Em 1797, com 33 anos, acolheu anistia real e passou a integrar, como soldado raso, no corpo de Blandengues de Montevidéu, formado para combater as correrias de nativos, de portugueses e de changadores na fronteira norte. Muito logo, foi promovido naqu...

A corrida sobre as terras férteis da África

A matéria é muito oportuna. O Brasil não está imune. Aliás, há uma grande pressão no Congresso para se alterar a Constituição e permitir a compra de terras por estrangeiros. Ficamos todos atentos !!   Enviado por luisnassif, qua, 02/11/2011 - 15:00 Por raquel A febre dos cultivos perturba a África A corrida internacional para explorar terras férteis no continente africano ameaça o equilíbrio na distribuição da água e estimula protestos de comunidades de camponeses. A reportagem é de Andrea Rizzi e está publicada no jornal espanhol El País, 31-10-2011. A tradução é do Cepat. A briga pelo acesso ao petróleo, gás e minerais é uma força subterrânea que contribuiu significativamente para plasmar o mundo moderno. No século XXI, torna-se cada vez mais evidente que, para compreender as relações internacionais, a esses fatores terá que se acrescentar outro: o acesso a terras férteis. A corrida pelo controle de áreas cultiváveis está em pleno desenvolvimento. O forte aumento dos ...

CRIATIVIDADE OU LUCRO - O professor e a propriedade intelectual

“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, diz a Constituição. Mas interpretações de propriedade intelectual bombardeiam sua função social e subvertem a lógica do direito autoral, criado para favorecer a criatividade, e não o lucro por Ladislau Dowbor We urge Government to ensure that in future, policy on intellectual property issues is constructed on the basis of evidence, rather than weight of lobbying”1 (Ian Hargreaves, Relatório sobre propriedade intelectual para o governo britânico, maio de 2011) Cansado das declarações empoladas e de indignações capengas, resolvi apresentar alguns exemplos práticos de como funcionam as coisas na minha área, a universidade. A ideia básica é que simplificações ideológicas e discursos irritados estão frequentemente baseados, antes de em perversidade, em falta de informação. A geração de ideias é um processo colaborativo. Não por opção ideológica ou qua...

Publicação, importante etapa da ciência

Da Folha de S.Paulo   ROGÉRIO MENEGHINI, professor titular aposentado da USP, é coordenador científico do programa SciELO de revistas científicas e membro da Academia Brasileira de Ciências. No Brasil, os periódicos são publicados por sociedades, e não por publishers; por isso, a maioria é gerenciada de modo amador e com poucos recursos. A produção mundial de ciências tem crescido intensamente, principalmente em países emergentes. Estima-se que haja mais de 100 mil periódicos científicos no mundo. Tanto em taxa de crescimento quanto em total de artigos, os países emergentes do grupo Brics se destacam, com 18% das publicações mundiais. Tais números ressaltam a quantidade, mas e quanto à qualidade? A avaliação mais próxima desse atributo se faz pelo número médio de citações aos artigos, utilizando bases internacionais de indexação.   Na mais prestigiosa, a Thomson-Reuters-ISI, o Brasil se encontra na 13ª posição em número de artigos publicados e na 35ª posição em citaçõe...

Uma boa entrevista do Presidente da PETROBRAS, Gabrielli.

Da Carta Maior Petrobras afeta geopolítica, e 'doença holandesa' é risco, diz Gabrielli O avanço da produção de petróleo pré-sal na década vai transformar a maior empresa brasileira na maior do planeta e fazer da Petrobras um dos principais atores de uma nova geopolítica mundial. Mas suas exportações podem inundar o país de dólares e prejudicar a indústria, e o governo ainda não tomou as providências necessárias. "Estou preocupado com a velocidade de investimentos na cadeia produtiva", diz o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em entrevista exclusiva à Carta Maior. André Barrocal BRASÍLIA – O economista baiano José Sérgio Gabrielli vai completar 62 anos em outubro mas terá de esperar até o mês seguinte para receber o melhor presente que 2011 lhe reserva. Sem nada no horizonte que indique mudanças à vista, em novembro, o 33° presidente da Petrobras deve se tornar o executivo de mais longa permanência no cargo. Gabrielli comanda há seis anos e um mês aq...

As rádios comunitárias e a PLC 116

Enviado por luisnassif, sab, 27/08/2011 - 08:15   Por Nilva de Souza   Ofício da ABCCOM para a presidenta Dilma, solicitando veto a quatro parágrafos do artigo 32 do PLC 116. Excelentíssima Senhora   DILMA ROUSSEFF   Presidenta da República Senhora Presidenta, Respeitosamente, vimos novamente à presença de Vossa Excelência para mais uma vez tratar de questões relativas à mídia comunitária televisiva que é nossa razão de existir como entidade nacional representativa de quarenta e duas (42) TVs Comunitárias, pertencentes ao nosso quadro social, dentre os cerca de 60 canais comunitários existentes no país.   Se na carta protocolada em 3/3/11, na Presidência da República, viemos à Presidenta para, além de saudar a chegada da primeira mulher ao mais alto posto da República, afirmar que a mídia comunitária televisiva representa a aplicação em sua plenitude do Capítulo V da Constituição, que consagrou o princípio da complementaridade entre os sistemas privado, pú...

A vida como ela é: o fim da classe média- nos EUA

Agressão neoliberal aos americanos, Por Michael Moore De tempos em tempos, alguém com menos de 30 anos vem me perguntar: “quando tudo isso começou, quando os EUA começaram a afundar?”. Dizem que já ouviram falar de uma época em que as pessoas que trabalham podiam sustentar a família e enviar os filhos para a faculdade com a renda de apenas um dos pais (e que a faculdade, em Estados como Califórnia e Nova York, era quase de graça). Que qualquer um que quisesse um emprego com pagamento decente poderia obter um. Que as pessoas só trabalhavam cinco dias por semana, somente oito horas por dia, tinham o fim de semana inteiro de folga e férias remuneradas a cada verão. Que muitos eram sindicalizados, do empacotador da mercearia até o cara que pintava a sua casa, e isso significava que, não importa quão “humilde” fosse o seu trabalho, você tinha a garantia de uma aposentadoria, de aumentos ocasionais, seguro-saúde – e alguém para defendê-lo, se você fosse tratado injustamente. Os jovens ouv...