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Estudo de 1958 pode ajudar a demonstrar como começou a vida na Terra

Ex-aluno de Stanley Miller encontrou amostras de um estudo que podem esclarecer processo de surgimento de aminoácidos na Terra 21 de março de 2011 estadão.com.br SÃO PAULO - Amostras de um estudo de 1958 encontradas recentemente podem trazer respostas na compreensão dos processos que criaram as primeiras formas de vida na Terra. O trabalho é apresentado na edição desta segunda-feira, 21, da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Um ex-aluno de Stanley Miller encontrou amostras de um experimento similar à experiência de Urey-Miller (ou "sopa orgânica"). Jeffrey Bada decidiu então estudar as amostras que, até onde se sabe, permaneceram intocadas após o estudo original de Stanley Miller em 1958. Na experiência de Urey-Miller, de 1953, os cientistas presumiram que a atmosfera da Terra recém-formada fosse similar à de Júpiter, rica em hidrogênio, água, amônia e metano. Então Miller e Urey dispararam cargas elétricas, simulando raios, nesta "sopa elementar...

Publicar ou depositar a patente?

OPINIÃO Da revista Conhecimento e Inovação www.conhecimentoeinovacao.com.br Sonia Regina Federman O prazer dos pais ao nascer o herdeiro é mostrá-lo ao mundo. O mesmo prazer e ansiedade tem o inventor quando soluciona um problema técnico ou desenvolve um medicamento. No afã de conseguir parceiros interessados por sua invenção ele a divulga sem nenhum critério. Porém, da mesma forma que os pais se preocupam com a segurança e o futuro da criança, o inventor deve se preocupar em proteger sua invenção, sob pena de ser copiado ou até mesmo impedido de exercer o direito de produzir sua própria criação. O que o inventor deve então fazer? Mais especificamente, o que o pesquisador de centros de pesquisa e universidades deve fazer? Publicar artigos? Depositar a patente? O cientista é avaliado pelo número de publicações que possui. Em 2008, os pesquisadores brasileiros publicaram 30.415 artigos, correspondendo a 2,63% de toda a produção científica mundial. Mais publicações levam a um maior recon...

A filosofia na mira do mercado

Livro do filósofo José Arthur Giannotti, que convida a um mergulho no pensamento ocidental, sai no momento em que as editoras redescobrem esse filão - e preparam lançamentos de peso. 19 de março de 2011 Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S.Paulo Embora ostente como título Lições de Filosofia Primeira, o recém-lançado livro do filósofo paulista José Arthur Giannotti (leia abaixo) não é apenas uma introdução ao pensamento no sentido convencional do termo, mas a obra de quem se impôs uma tarefa de demolir ideias feitas num mundo em que a filosofia já começa a ser confundida com negócio. O lançamento do livro de Giannotti coincide com um movimento convergente de editoras - grandes e pequenas - em busca de um novo modo de publicar filosofia no Brasil, deixando de lado livros de consumo fácil para abarcar obras densas. Dois exemplos do investimento pesado das editoras na área são as coleções das obras completas de Aristóteles - 75 livros que a WMF/Martins Fontes começa a publicar em maio ...

Neandertais também faziam fogueiras

15 de março de 2011 Os neandertais dominavam com maestria a tecnologia do fogo. Essa é outra conclusão do artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo A conclusão surpreendeu os próprios autores do estudo. "Até agora, muitos cientistas pensavam que os neandertais utilizavam ocasionalmente o fogo, mas não recorriam a ele continuamente", afirma Paola Villa, curadora do Museu de História Natural da Universidade do Colorado, em Boulder (EUA). "Não esperávamos encontrar registros de tantos sítios arqueológicos com claras evidências de uso contínuo dessa tecnologia." Segundo Wil Roebroeks, da Universidade Leiden, o uso mais surpreendente de fogo pelos neandertais foi o observado na produção de uma espécie de cola. Eles aqueciam a casca do tronco de bétulas em furos feitos no chão para evitar a entrada de ar. Surgia então uma substância negra utilizada para unir artefatos de pedra. Há cerca de 500 mil...

Homem controlou o fogo há 400 mil anos

Estudo de indícios antigos da presença humana na Europa questiona consenso de que hominídeos dominavam o fogo há 2 milhões de anos 15 de março de 2011 0h 00 Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo Os humanos só controlaram o uso do fogo há 400 mil anos. É o que afirma um estudo científico divulgado ontem que questiona o consenso sobre o tema. Até agora, acreditou-se que os primeiros hominídeos já usariam fogo há 2 milhões de anos para preparar alimentos e se aquecer. A confecção de ferramentas de pedra e o controle racional do fogo - para cozinhar, aquecer-se e prolongar a duração do dia - são considerados marcos importantes da evolução humana. O artigo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), coloca em xeque uma teoria que alcançou notável prestígio nos últimos anos. O arqueólogo Richard Wrangham, de Harvard, relacionou a evolução humana ao hábito de cozinhar alimentos. Segundo o pesquisador americano, há 2 milhões de anos o Homo erectus teria aprendido...

Executivos pedem perdão pela crise nuclear

Certamente, todos se lembram da crise de fornecimento de energia que ocorreu no Brasil nos anos de 2001 e 2002. Mas, alguem se lembra de algum dirigente (governante) vir a público pedir desculpas pela maior crise de fornecimento de energia da história do Brasil ? Resultado, que pagou a conta foi a população. Muitos lucraram muito com a crise...

Arquivo de Albert Einstein, da Universidade Hebraica de Jerusalém será disponibilizado on-line

Trabalho de digitalização dos arquivos levará um ano. Universidade possui mais de 80 mil documentos do cientista. Da Reuters O arquivo de Albert Einstein será digitalizado e disponibilizado na internet dentro de um ano, informou nesta segunda-feira (14) a Universidade Hebraica de Jerusalém. Einstein, que morreu em 1955, deixou seus arquivos em herança para a universidade, da qual ele foi um dos fundadores. O arquivo contém mais de 80 mil documentos do cientista judeu, nascido na Alemanha, considerado o pai da física moderna. "É a coleção mais importante de seus documentos e uma coleção importante da história do século 20", disse Roni Grosz, diretor do Arquivo Albert Einstein, da Universidade Hebraica. A universidade disse que a coleção, que inclui cadernos de pesquisa, correspondência com colegas e amigos e artigos que Einstein fez nas áreas da ciência, filosofia e política, seria disponibilizado em um site público que a instituição está desenvolvendo.